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07/03/2018 16:04

PGE debate sororidade, empoderamento e autonomia das mulheres

Com a presença de procuradores, servidores, estagiários, autoridades e convidados, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e a Associação de Procuradores do Estado da Bahia (Apeb) realizaram, na tarde de ontem (06) uma mesa redonda com tema ‘Mulher e Negra - Serão dois pesos e nenhuma medida?’. O evento, que a marcou a passagem do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 08 de março, contou com a presença da secretária de promoção da igualdade racial, Fabya Reis, da desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia Nágila Brito e da capitã da Polícia Militar e integrante da Ronda Maria da Penha, Ana Paula Costa.

Ainda na ocasião, a Apeb lançou a campanha ‘Sororidade’, que visa disseminar a ideia da empatia e do empoderamento necessários entre as mulheres, irmanadas e companheiras, que não se permitem o julgamento prévio entre si e, acima de tudo, unidas em torno do pacto ético, político e prático da igualdade entre os gêneros.

A abertura do encontro foi feita pela procuradora geral adjunta, Luciane Rosa Croda, que afirmou tratar-se de um tema forte e importante. A procuradora agradeceu a presença das autoridades convidadas e falou sobre como a sociedade encara as mulheres.

“Mulher não nasce, ela se torna. Eu hoje tenho orgulho de quem eu sou”, declarou Luciane Croda ao dar um depoimento sobre situações negativas por ela vivenciadas apenas pelo fato de ser mulher. “O nível intelectual e de escolaridade não exime ninguém da violência”, concluiu.

“Precisamos manter o compromisso ético de igualdade, que não significa ser igual ao homem, mas sim ter os mesmo direitos e possibilidades na vida que eles têm. Galgar e conseguir alcançar os mesmos espaços”, declarou a vice-presidente da Apeb, Cristiane Santana Guimarães, que explicou ainda qual a tônica da campanha Sororidade e o que ela significa. “Sororidade quer dizer que somos irmãs, amigas e companheiras para sempre”, refletiu.

Para a secretária da Sepromi a campanha define novos marcos de solidariedade entre as mulheres e entre homens e mulheres. “É um dever nosso enquanto cidadãos estabelecer um novo pacto civilizatório em termos éticos e morais e onde a políticas publicas tem papel fundamental. Que possamos cada vez mais estender a mão aquelas que estão em flagrante situação de violência para ajudá-las a sair desta situação”, pontuou a Fábya Reis lembrando ainda que PGE tem papel de auxiliar no aprimoramento do instrumental para combate à violência contra a mulher.

Mulher e Negra - Serão dois pesos e nenhuma medida?

Integrante da Ronda Maria da Penha, a capitã Ana Paula Costa falou sobre a necessidade de desconstruir e resignificar o que vem da história, superar tabus, ampliar os olhares e principalmente agir. Segundo ela, são pequenas atitudes que fazem a diferença. “Precisamos colocar a nossa humanidade à disposição do outro, para que a medida chegue para quem precisa. Eu confio que podemos modificar a tônica da sociedade, agir com sororidade e perpetuar a cultura de paz”, declarou.

A capitã afirmou ainda que a sororidade tem que transformar a vida de todas. “Precisamos plantar tâmaras para dar um novo sentido à realidade que nos é posta”, finalizou.

“Precisamos lutar para dar oportunidade às nossas mulheres e para que elas possam estar aonde querem estar”, refletiu a desembargadora Nágila Brito. A magistrada destacou ainda que as mulheres não têm culpa pelas agressões, mas sim os agressores. “Não vamos contemporizar esta idéia absurda de que a culpa pela violência é da mulher. Não vamos mais colocá-las no banco dos réus”, afirmou.

A desembargadora esclareceu também que na luta contra o feminicídio é preciso ter cuidado. “A violência tem de ser afastada. Não podemos estimular a mulher a permanecer em um relacionamento abusivo. Precisamos ajudar a trazer a mulher para o lugar que ela deve estar; ao lado do homem”, refletiu.


Fonte: ASCOM/PGE

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